Justiça de Deus

A JUSTIÇA DE DEUS
Texto Base: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos” (Mt 5:6)

A Justiça de Deus
Um dos atributos perfeitos de Deus é a sua justiça. Não há uma mancha sequer em seu caráter. Deus é absolutamente justo em todos os seus caminhos e perfeito em todas as suas obras.
Por causa do pecado do homem, a justiça de Deus seria satisfeita com o pagamento total da dívida moral do pecado cometido, e o seu preço é a morte (Rm 3:23). Somente o sangue derramado poderia limpar a culpa, isto é, o pecador deveria morrer. Ele já está condenado por causa de seu pecado. Desse modo, ninguém na terra se salvaria. A Bíblia nos informa que não há um justo sequer sobre a terra, não há quem faça o bem e seja aprovado por Deus sem a necessidade do perdão em Cristo. De fato, não há nada que o homem possa fazer para ser salvo.
Todas as suas tentativas são ineficazes (Rm 3:12-28). Nem penitências, nem longas orações (rezas repetidas), nem a auto-flagelação (isto é, a pessoa maltratar seu próprio corpo com açoites ou outros meios), nem sequer o fazer “boas obras” para poder “comprar” a misericórdia divina… Nenhuma tentativa humana pode justificar o homem. O seu pecado está sempre diante de si, isto é, sua culpa é real.
Entretanto a justiça de Deus foi executada em Jesus (Rm 3:1-21). Ele sofreu a nossa culpa, pagou a nossa pena, a nossa condenação, sofrendo a terrível morte de cruz. Ali, no Calvário, o Senhor Jesus disse: “Está consumado” (Jo 19:30)! Isto significa que a pena do réu foi cumprida. Jesus estava cabalmente assumindo o nosso lugar diante da Justiça de Deus, nossa culpa foi totalmente removida, aleluia! Todos os nossos pecados foram perdoados em Cristo (Cl 2:11-14).
Graças a Deus por seu Filho Amado!

Nossa Justificação
Jesus se fez o “filho do homem” para que nós fôssemos feitos “filhos de Deus”. Ele assumiu o nosso lugar ali na cruz, para nos proporcionar lugar em sua mesa, no banquete nos céus e para reinarmos com Ele (II Tm 2:11-12).
Na verdade, o preço pelo qual Jesus foi avaliado e vendido por Judas Iscariotes, trinta moedas de prata (Mt 26:15), era o valor com que se podia comprar uma escrava no mercado. Esse era o nosso preço. Pois nos vendemos ao pecado e à escravidão das trevas. Entretanto o preço real de Jesus era bem mais que o mundo inteiro, mais que todo o universo junto, e mais que toda a criação divina, pois Ele é Deus, o amado do Pai Celestial.
Ali, na cruz, Jesus trocou as nossas etiquetas de preço. Ele foi avaliado pelo nosso preço. O preço de uma escrava no mercado… E Ele colocou em nós a sua etiqueta com o seu preço: “bem mais que o mundo inteiro”. Por isso, uma alma vale mais que o mundo inteiro. Ah, que grande amor!
Ele levou o nosso castigo (Is 53:6-7), a nossa culpa recaiu sobre Ele, e a nossa sentença de morte Ele a cumpriu cabalmente (Rm 4:25). Doce e maravilhoso amor, por causa disso, se cumpriu toda a justiça de Deus, e nós fomos justificados perante o Pai (Rm 5:1).
A justificação do cristão é um ato declaratório de Deus dizendo que não temos dívida alguma perante Ele, que fomos totalmente perdoados. O significado da justificação é que Deus olha para nós como se nunca tivéssemos cometido um único pecado. Ele nos vê limpos e perdoados. Nossos pecados foram “zerados” e começamos uma “vida nova” em Cristo (II Co 5:17). Agora é preciso continuar com o coração limpo e cheio do Espírito Santo. Vale a pena viver para Deus, aleluia!

Fome e Sede de Justiça
A partir do momento em que se passa pelo Calvário, recebendo a vida eterna e sendo vestido da “justiça de Cristo” (I Co 1:30), então o cristão entra numa nova dimensão de vida. Ele tem fome e sede de justiça, da justiça verdadeira que se revela na Palavra de Deus.
É importante saber que a palavra hebraica para “alma” é “nefesh”. Esta palavra também é traduzida como “garganta”. Aqui podemos verificar que todos os elementos essenciais à manutenção da vida, o ar que respiramos, a água e o alimento sólido, passam pela nossa garganta, e ela não pára nunca de necessitar e buscar esses elementos vitais. Isto nos mostra que a vida espiritual é mantida com o que passa pela nossa alma. Precisamos da direção e graça do Espírito Santo assim como o ar que respiramos. Precisamos da água (Sl 42:1-2) e do alimento sólido da Palavra de Deus (Hb 5:13-14) constantemente, diariamente.
Fome e sede de justiça nos mostram o relacionamento do crente com o Senhor em comunhão constante. E os que têm essa vida de comunhão são saciados. Querido irmão, como está sua vida de comunhão com o Senhor? Você tem feito seu momento devocional, lendo diariamente a Bíblia Sagrada? Você já leu a Bíblia toda? E tem colocado os seus ensinos em prática, através do amor?

Desafios
Leia os seguintes textos e marque-os em sua Bíblia, meditando em seus ensinos: II Tm 3:13-17, II Pe 1:19-21, Sl 119:1-11, Rm 3:12-28.
Você tem seguido um programa de leitura anual da Bíblia? Que tal começar nessa semana?
O mundo está faminto e morre de inanição por falta do conhecimento da Palavra de Deus. Que tal comprar Bíblias e distribuí-las? Ou porções das Escrituras?
Procure decorar um capítulo da Bíblia por mês. Comece com os Salmos.

 

 

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